23 de Junho de 2017,

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Segunda-Feira, 17 de Abril de 2017, 15h:02 | Atualizado:

Senado homenageia centenário de Roberto Campos

 

O senador Cidinho Santos (PR/MT) presidiu sessão em homenagem ao economista, diplomata, parlamentar, escritor e professor Roberto Campos, que completaria 100 anos nesta segunda-feira, 17. A sessão foi realizada por requerimento de Cidinho e transformada em sessão conjunta do Congresso Nacional por requerimento do deputado federal Paes Landim (PTB/PI).

Em discurso, o senador Cidinho Santos destacou a grande contribuição de Roberto Campos para o Brasil, como a participação na criação do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), do Banco Central do Brasil e do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). O parlamentar ainda relembrou que Roberto Campos sempre foi contra o monopólio da Petrobrás, que ele chamava de Petrossauro.

“Roberto Campos foi uma das mentes mais lúcidas que a política nacional já teve. É necessário relembrá-lo no momento que pede mudanças e grandes reformas”, afirmou Cidinho.

O deputado federal Paes Landim também utilizou a tribuna para relembrar grandes momentos vividos por Roberto Campos. Já o deputado federal Pauderney Avelino (DEM/AM) leu trechos do último discurso feito por Roberto Campos em sua despedida da Câmara dos Deputados, em 1999.

“Roberto Campos alertava que era necessário diminuir o Estado na vida dos brasileiros. Como foi feito o contrário, estamos vivendo o caos. Se tivéssemos o tamanho de Estado necessário para tocar as políticas públicas essenciais, tenho certeza que não estaríamos vivendo momento de tamanha vergonha”, asseverou Pauderney.

Também discursaram o senador Wellington Fagundes (PR/MT), o ex-deputado e amigo do homenageado, Ricardo Correa, o deputado estadual Allan Kardec (PT/MT), representando a Assembleia Legislativa de Mato Grosso, e o diretor do Instituto de Pesquisa de Relações Internacionais do Ministério das Relações Exteriores, Paulo Roberto de Almeida.

“Com exceção da dívida externa, hoje relativamente irrelevante, mas não da dívida doméstica, esta dramática, todas as questões abordadas por Roberto Campos no discurso inaugural no Senado Federal em 1983 guardam notável semelhança com o pavoroso quadro atual, como também se aplicam inteiramente os remédios que ele propunha na ocasião”, recomenda Paulo Roberto, autor do livro O Homem que Pensou o Brasil – Itinerário Intelectual de Roberto Campos.

Ainda participaram da sessão solene o senador Pedro Chaves (PSC/MS), o ministro do Itamaraty, Antônio de Moraes Mesplé, o conselheiro da Embaixada de Guiné-Bissau, Jorge Luiz Mendes, o ministro conselheiro do Reino de Marrocos, Mohamed Boulmani, o chefe de gabinete do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Coaraci Castilho, o secretário especial de Saúde Indígena do Ministério da Saúde, Rodrigo Rodrigues, e Anildo Lima Barros, ex-prefeito de Cuiabá.

Biografia

Roberto Campos nasceu em Cuiabá, no dia 17 de abril de 1917. Foi economista, diplomata e político, tendo ocupado os cargos de senador pelo estado do Mato Grosso (1983-1991), deputado federal pelo Rio de Janeiro (1991-1999) e ministro do Planejamento (1964-1967).

Um dos mais influentes economistas da história do Brasil, Roberto Campos exerceu funções importantes ao longo de décadas. Trabalhou no segundo governo de Getúlio Vargas (1951-1954), tendo sido um dos criadores do atual Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), do qual foi posteriormente presidente. No governo de Juscelino Kubitschek (1956-1961), teve participação importante no Plano de Metas, sendo um dos coordenadores de seus grupos de trabalho.

Campos foi ministro do Planejamento no governo do general Castelo Branco (1964-1967), quando participou do grupo que criou o Banco Nacional da Habitação (BNH), o salário-educação, o cruzeiro novo e a indexação de preços na economia por meio da correção monetária pelas Obrigações Reajustáveis do Tesouro Nacional (ORTNs).

Foi ainda embaixador do Brasil em Washington DC durante o governo de João Goulart (1961-1964) e em Londres no governo do general Ernesto Geisel (1974-1979).

Faleceu em 2001, aos 84 anos, em decorrência de um infarto agudo do miocárdio.

 

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