18 de Janeiro de 2017,

Opinião

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Segunda-Feira, 09 de Janeiro de 2017, 12h:45 | Atualizado:

Lício Malheiros

Decreto alvissareiro!

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Os gestores públicos em sua grande maioria tem receio, de se utilizar de mecanismos legais, por mais altruístas que eles possam ser por  medo e desconfiança; também por conta, das implicações que tais medidas poderão gerar. Reporto-me, aos chamados decretos, mecanismos legais usualmente utilizados pelos chefes do Poder Executivo, para fazer, nomeações e regulamentações de leis, entre outras coisas. O prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (PMDB), com ato de coragem e bravura, se solidarizando com pessoas que tem tenham cônjuge, filhos ou dependentes com algum tipo de deficiência possa reduzir a jornada de trabalho semanal em até 50%. Tem que ser aplaudida,  medida governamental de tamanho alcance social, principalmente, por se tratar de amor ao próximo. 

Para alguns críticos de plantão, esta medida pode parecer populista, ou ate mesmo demagógica, porém para  quem tem um parente, um ente querido com  alguma patologia crônica, mesmo assim, tendo que passar o dia todo no trabalho, sabe a importância desse decreto.

Pois sem ele, cria-se um problema familiar inimaginável, pois todos acabam tendo que se sacrificar, por este ente querido, que ao longo de sua vida, fez muito em prol de todos os familiares. Isto acaba impactando ainda mais, à renda familiar, uma vez que tem que pagar uma enfermeira ou um cuidador de idosos.

Não vou declinar o nome da pessoa, porém tenho uma prima, que recentemente sentiu na pele a implicação de uma situação mais grave ainda, que ocorreu com ela.

Tal fato aconteceu na própria Prefeitura Municipal de Cuiabá, na gestão passada, momento em que, esta prima fora aprovada em concurso público, para trabalhar na Saúde Pública da capital, como assistente social.

Ela foi lotada no pronto-socorro da capital, aonde não apenas pela  demanda de trabalho, como também pelas diferentes patologias ali existente, local de trabalho, apropriado para pessoas em perfeito estado físico.  

Num passado distante, ela foi  acometida por um câncer, porém há anos já havia se curado graças a Deus, porém sua baixa imunidade era um dos fatores pelos quais ela não poderia ter sido lotada no pronto-socorro.

Mesmo apresentando  laudos médicos, os gestores daquela unidade se recusavam a transferi-la para um local mais tranquilo, uma UPA, um posto de saúde ou coisa que o valha, pela prepotência de alguns, que há anos se perpetuam naquela unidade e se sentem donos dela.

E com uma agravante, essa prima arrimo de família, ela ainda assim cuida da minha tia sua mãe, de 90 anos, portadora de Alzheimer, veja que dificuldade, este é apenas um dos muitos casos, que envolvem problema de saúde na família.  

Felizmente, no ano passado mesmo, ela conseguiu transferência para Policlínica do Verdão, mesmo  morando no CPA.

Tais gestores, ainda a transferiram para esse local, como forma de retaliação, e ainda assim, conseguiu tal fato, graças à benevolência de alguém do gabinete do ex-prefeito Mauro Mendes, que a ajudou  nessa transferência, algo que era garantido a ela por lei e não foi  facultado; em função de disputas internas e vaidades pessoais, por parte de alguns gestores daquela unidade.      

Professor Licio Antonio  Malheiros é geógrafo (liciomalheiros@yahoo.com.br)

 

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