29 de Abril de 2017,

Opinião

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Quarta-Feira, 11 de Janeiro de 2017, 16h:56 | Atualizado:

Kaike Rachid Maia

Energia elétrica para o VLT

 

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Esta semana assistimos as prefeituras de Cuiabá e Várzea Grande firmarem o compromisso com o governo do estado para a retomada das obras do VLT nas duas cidades. Segundo se noticiou, o plano de ataque se dará da mesma forma que em 2013, quando iniciou com canteiros simultâneos ao longo dos trechos onde correrão as duas linhas Aeroporto-CPA (Linha 1) e Coxipó-Porto (Linha 2). A integração das duas linhas não se dará na "Ilha da Banana", em frente à igreja de N.S. do Rosário e São Benedito, como muitos imaginam, mas no Porto, numa estação de integração na Av. XV de Novembro que será construída atrás do Atacadão. Portanto, a Linha 1 que virá do Coxipó, está projetada para descer pela Av. Ten. Cel. Duarte (Prainha) e XV de Novembro até aquele local.

Um dos vários aspectos favoráveis do Veículo Leve sobre Trilhos é ser ambientalmente sustentável do ponto de vista de sua força motriz. Não emite gases de efeito estufa (GEE) por ser  tracionado a motores elétricos de Corrente Contínua. Os vagões com esses motores são conectados por uma haste (pantógrafo) a uma rede elétrica própria denominada Catenária, instalada a uma altura aproximada de cinco metros dos trilhos. A catenária por sua vez, deve ser alimentada por Corrente Continua – esses circuitos tem custo de instalação e perdas na linha menores. Como toda a rede de distribuição elétrica de Cuiabá e Várzea Grande é em Corrente Alternada, haverá necessidade de implantação ao longo das duas linhas de várias Subestações Retificadoras, espaçadas umas das outras em cerca de um quilômetro. Tecnicamente essas subestações farão o rebaixamento da Tensão de Corrente Alternada (VAC) para Tensão de Corrente Contínua (VDC).

O investimento por parte da concessionária de energia elétrica local para poder alimentar o sistema elétrico do VLT com tensão de corrente contínua será considerável, tanto do ponto de vista de valores financeiros, quanto de volume da materiais. Tais equipamentos, que ficarão a encargo da Energisa, deverão ser instalados nas várias Subestações Rebaixadoras de Tensão instaladas no entorno de Cuiabá e Várzea Grande e ao longo da rede de distribuição elétrica nas avenidas por onde passarão as duas linhas férreas – não confundir com as Subestações Retificadoras do VLT. Estamos falando de alteração de bitola de cabos de distribuição, substituição de postes e transformadores de tensão, troca de isoladores, quadros de comando/controle e centenas de outros aparatos, via de regra importados e que demandam tempo para aquisição, frete, desembaraço alfandegário e instalação, tudo isso na região central das duas cidades que deverão seguir funcionando e alimentadas com energia elétrica. Não será tarefa fácil portanto.

Queremos chamar a atenção, agora nesse momento de definição pela retomada das obras com total força segundo os operadores governamentais, que deverá haver perfeita sintonia entre governo contratante, concessionária de energia e consórcio construtor, com este ultimo apresentando o quanto antes os cálculos de Demanda Elétrica (KVA), para a adequação das subestações e das redes de distribuição das duas cidades. Sem isso, não será possível a operação normal e o transporte de passageiros no novo modal de transporte urbano da baixada cuiabana, poderá operar somente em caráter experimental, o que de forma alguma é o que se espera tão logo os trechos se tornem prontos.

Kaike Rachid Maia é Arquiteto Urbanista, especialista em infraestrutura de transportes

 

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Comentários (3)

  • Carlos Nunes | Sexta-Feira, 13 de Janeiro de 2017, 09h22
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    Enquanto isso...cientistas brasileiros já começam a fabricar no NOVO VLT, movido a Magnetismo, que gasta só um terço da energia do elétrico, nem precisa abrir toda a cidade, pois com o Magnetismo fica mais leve, e economiza no Alicerce. Num dos programas do Crivella, no Rio, mostrou ele visitando as instalações do VLT Magnético. Então, o VLT espanhol, em pouco tempo, ficará OBSOLETO, por não ser econômico no consumo de energia, além de já estar DEPRECIADO a beça. É, máquina é assim mesmo, a gente compra o carro mais moderno hoje, e no ano seguinte, no próximo, já está superado em tudo - ficou ultrapassado. Até o momento esse VLT espanhol só vai dar prejuízo: no midianews, o Secretário das Cidades, já disse que dará um prejuízo anual de 38 MILHÕES DE REAIS, e que o Estado cobrirá esse rombo; que vai consumir de energia elétrica, o que consome que cidade com 50 Mil habitantes; e o pior - quer que Cuiabá e Várzea Grande façam isenção de impostos para o VLT, deixando de arrecadar 200 MILHÕES DE REAIS, dinheiro que ia para a Saúde, para a Educação Básica, para as Creches. Na realidade dura, nua e crua, esse governo que não garante nem o dinheiro para pagamento dos servidores, para repasse aos Poderes, etc,, não tem dinheiro para o VLT...vai sim fazer uma emprestação danada de dinheiro no BNDES, na CAIXA, além a isenção de impostos, para ver se junta uns 900 MILHÕES DE REAIS para o VLT. Isso é um perigo, vai que abrem Cuiabá inteira, aí o dinheiro mingua, desaparece, acaba, e a cidade fica toda aberta, esperando o dinheiro cair do céu. Depois que a cidade estiver aberta, de ponta a ponta, o dinheiro vai ter que aparecer NA MARRA, senão vira fiasco nacional...vão rir dos cuiabanos. Como vocês deixaram acontecer isso? Não bastou a pegadinha do Silval, que aparecia na TV, dizendo: podem deixar que, com 1 BILHÃO E 400 MILHÕES, termino o VLT antes da Copa começar.

  • António Alves Jr | Quarta-Feira, 11 de Janeiro de 2017, 22h29
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    Mudança de corrente contínua pra alternada virou rebaixamento. Não sabe o que é retificação de tensão. Desconhece o fato de que há um contrato entre o Governo e a concessionária para o fornecimento em questão. Em resumo: quis aparecer e perdeu uma boa oportunidade de ficar calado. "Às vezes é melhor ficar quieto e correr o risco de acharem que você é ignorante do que abrir a boca e fazer todos terem a certeza."

  • Cidadão Indignado | Quarta-Feira, 11 de Janeiro de 2017, 21h08
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    Muitos erros técnicos nesse texto. Deveria ser escrito por Eng. Eletricista, ou alguém que de fato compreende do assunto, "rebaixar de VAC para VDC"

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