22 de Novembro de 2017,

Opinião

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Terça-Feira, 14 de Novembro de 2017, 13h:45 | Atualizado:

Eustáquio Rodrigues

Fim dos tempos – como seria o Apocalipse no Brasil

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Todo mundo sabe o quão surreal nosso país é. Leis esdrúxulas, processos judiciais que levam décadas, impunidade generalizada, corrupção sistêmica, povo com aquele “jeitinho”, impostos nas alturas e serviços públicos imprestáveis fazem de nossa nação uma verdadeira jabuticaba. A Bíblia nos conta que no fim dos tempos alguns acontecimentos ocorrerão no mundo inteiro, porém, em um país tão surreal quanto o nosso, até o apocalipse, aqui, seria diferente. Os principais acontecimentos do apocalipse serão: o arrebatamento aos céus dos salvos em Cristo Jesus, o julgamento final e a Terra sendo consumida em chamas.

Quanto ao arrebatamento, por aqui muitos seriam os problemas. Primeiramente, no Rio de Janeiro as pobres almas ficariam sem receber o arrebatamento, podendo atrasar alguns meses. Na Bahia as almas se recusariam a partir, enquanto não houvesse uma boa quantidade de hinos em ritmo de axé. No Maranhão, uma certa família não seria salva obviamente, e não deixariam as almas partirem, pois se recusariam a ter um estado sem povo para mandar e desmandar. No Sul, os estados se uniriam e pediriam uma data diversa ao apocalipse no Brasil, pois se trata de um país totalmente diferente. No Mato Grosso haveria atraso no fim dos tempos, visto que todos andam devagar no lado direito da via, e mais devagar ainda no lado esquerdo, além disso, haveria tanta gente querendo furar a fila que causaria um engarrafamento monstro – isso se não chover, porque aí tudo para. No Distrito Federal, mais especificamente em Brasília, o Congresso Nacional – muito embora 90% dos congressistas iriam para o purgatório e não para o céu – diria que só após decisão da respectiva casa legislativa, em voto secreto, poderia haver apocalipse ou não.

Quanto ao julgamento final, alguns advogados, não conformados em não serem salvos (a maioria deles), diriam que houve produção ilegal de provas com invasão de privacidade (Onisciência de Deus), delação premiada de alguém que tinha interesse na condenação de todos (o diabo) e negação da ampla defesa e do devido processo legal, visto que não tiveram acesso aos autos do Livro da Vida em tempo hábil – ou seja, nos últimos 10 mil anos. Eles escolheriam um dos inúmeros recursos e entrariam no STF, sendo o processo distribuído para o “Você Sabe Quem”. Este, se solidarizando com os pecadores, seus parceiros, daria uma liminar mandando suspender todo o Armaggedon e retornando o processo para o seu início, lá para a época do Jardim do Éden.

Deus, escandalizado com os desmandos desse país, ignoraria tudo e mandaria descer fogo dos céus pra acabar com tudo. Sorte dos cuiabanos, que já estão acostumados com todo esse calor.

Eustáquio Rodrigues Filho

Servidor Público

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Comentários (3)

  • Edmar | Terça-Feira, 14 de Novembro de 2017, 17h15
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    Em Cuiaba, penssariam que correr no Parqque com ddois qs e paggar conttas no Exttra da Migguel Suttil em dobbro ia resolvver porqque o bbom hummor é a reggra dos bobbos cheiracheira que vivvem semm fazzer coisaa nennhuma apesarr de disfarççar muitto bbem porqque o agroneggócio é um sucesso munddial e o Eustaqquio é Roddriggues.

  • trabalho | Terça-Feira, 14 de Novembro de 2017, 16h36
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    Bora trabalhar!

  • Meris de SantAna | Terça-Feira, 14 de Novembro de 2017, 14h08
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    Parabéns Deleito-me na leitura das suas publicações que são um tanto quanto sutis e inteligentes, sem perder o bom humor

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