19 de Setembro de 2017,

Opinião

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Quarta-Feira, 13 de Setembro de 2017, 11h:55 | Atualizado:

Paulo Lemos

Há mais ética no cabaré do que em Brasília

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Já prestou atenção que desde o advento do governo Temer praticamente todas propostas legeferantes são no sentido de restringir despesas, retirando direitos e interrompendo programas sociais, sem que, porém, qualquer mexida tenha ocorrido na carga tributária, que só fez aumentar, porque, mesmo com a inflação controlada, os preços da energia elétrica, gasolina, mercado etc., só faz subir e subir?

Se diminui a despesa, sem diminuir as alíquotas dos mecanismos tributários de arrecadação, aonde vai parar o dinheiro? Está sendo usado para diminuir o déficit fiscal, como alega a propaganda oficial? 

Não! Pelo visto, literalmente falando, está sendo distribuído, em mãos, dentro dos gabinetes palacianos e enchendo malas até quase estourar, guardadas por aí, em qualquer lugar. 

Trata-se de um assalto à luz do dia, sem os meliantes sequer esconderem a cara ou preocuparem-se com dissimular os fatos, contra os quais, diante dos áudios e das imagens, não há argumentos palatáveis. 

E muitos, senão a maioria, continuam no exercício do mandato, como se nada tivesse acontecido, sendo suficiente dizer ser inocente, mesmo pegos com a arma e o produto do crime nas mãos. 

Brasil, brasileiro, país onde sobra dinheiro, mas o povão passa fome e necessidade o ano inteiro. 

Triste sina deste lugar, no qual tudo o que planta dá, só não dá para a Casa Grande aceitar que a Senzala tem direito, em pleno século XXI, açoitada como vagabunda parideira, que faria filho em troca de dinheiro, almejando o bolsa-família.

Se ajuntado todo recurso distribuído pelo programa citado acima para milhões de famílias terem ao menos uma cesta-básica durante o mês para comer e não morrer, com o compromisso de manter os filhos na escola e vacinas em dia, não dá a dinheirama das verbas indenizatórias recebidas pelos homens e mulheres de preto, muito menos a quantia da bolsa-propina paga até com gratificação natalina, tampouco as malas dum Gedel Vieira Lima, aviãozinho, conforme alcunha a gíria, peixe pequeno perto dos tubarões, que, com apoio dos patos e dos paneleiros, tomaram de assalto o Distrito Federal.

O Brasil tem sido tratado pelas altas autoridades como sendo um puteiro, do Oiapoque ao Chuí, sem querer ofender as putas, os putos e os cabarés, haja vista haver mais ética e transparência nesses lugares, bem como mais dignidade nessas pessoas da vida, do que nos palacetes e nos mensageiros da morte.

Para virar um puteiro, as elites dirigentes precisam avançar, pois até lá há regras, o recurso aplicado é revertido em serviços, o combinado é cumprido. 

Na Capital Federal, hoje em dia, a suruba perdeu o controle, mantendo apenas uma coisa sem mudar, o fudido final, nossa gente trabalhadora e ordeira, vítima de toda essa roubalheira, praticada por essa matilha de canalhas, bandidos e assassinos, que falam bonito, vestem-se com terno e gravata e sacaneiam nosso povo o tempo todo, entre uns drinks do melhor whisky e outras mordomias, financiado por nós, é óbvio, feitos de palhaços ou macacos de circo, para quem basta sorrisos ou pipocas.

Paulo Lemos é advogado em Mato Grosso.

paulolemosadvocacia@gmail.com

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Comentários (4)

  • Francisco | Sábado, 16 de Setembro de 2017, 06h37
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    Verdade. O seu pt transformou o país em um cabaré. Aniquilar uma nação, roubar e gritar " pega ladrão" para confundir é o mote da quadrilha através de seus defensores. Ludibriar a nação também é crime.

  • Aloisio Feitosa | Brasilia | Quinta-Feira, 14 de Setembro de 2017, 09h12
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    Horrível o texto... Os canalhas que vem para Brasilia são tradução perfeita do cabaré que são os estados.. .Respeite os cidadãos!!! Como advogado, nem porta de cadeia...

  • Marilede | Quarta-Feira, 13 de Setembro de 2017, 21h47
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    Nossa, porque texto tão cheio de palavras chulas? Gosto dos seus artigos, mas se continuar assim fica difícil.

  • Rogério | Quarta-Feira, 13 de Setembro de 2017, 13h20
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    0

    E no cabaré você perde dinheiro mas tem prazer, sai de lá alegre e feliz, o arrependimento é no outro dia.

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