23 de Fevereiro de 2017,

Opinião

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Terça-Feira, 10 de Janeiro de 2017, 05h:17 | Atualizado:

Wilson Fuá

Mundo competitivo

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A tentativa de desconsiderarmos as nossas necessidades, faz com que deixemos de ser racional, e passemos a ser conduzidos pela força  do acaso, promovendo desequilíbrios de toda  natureza no nosso ser, fruto do despreparo para aceitarmos a realidade como elas são, livres da autocensura que é peculiar e normal em toda ocasião de propostas de mudanças.  

A insatisfação humana é permanente e por isso sentimos a necessidade de novas conquistas. Ser um vencedor é uma imposição do mundo competitivo e o sentimento de orgulho próprio faz-nos buscar  a  perfeição diariamente, em algumas atividades até pode ser alcançada, e outras vezes dependendo do tamanho da conquista pode até ser desprezada, porque diante da velocidade do querer sempre mais e mais, as vitórias já estão envelhecidas com a chegada da noite.  

Ninguém está livre das surpresas agradáveis ou desagradáveis, porque elas fazem parte do estágio da vida, os pequenos problemas podem causar impacto emocional muito grande, quando o stress está andando de “mãos dadas” com você e agora já é o senhor da sua vida, as reações ficam sem controle, pois basta uma pequena ofensa, para causar explosões e estragar o dia ou uma semana inteira, depende de como as pessoas administram mal ou bem, diante das críticas ou as rejeições sociais, o importante é estar preparado para navegar pelo mundo das boas emoções, sem perder o sentido da vida e o prazer de viver.  

A nossa sede será sempre insaciável em busca da satisfação pessoal e que nunca terá fim, pois somos aprendizes das experiências que a vida nos oferece, por isso, não seja um reprodutor de equívocos, pois os novos projetos aumentam o desejo de viver e trazem sempre novos objetivos ao nosso mundo existencial, e nessa necessidade de vencer, é que traz a cura espontânea para as nossas depressões momentâneas.              

Sofre menos aqueles que entendem que ao final de um dia, nada se acaba, e que ao amanhecer segue a continuação de todas as experiências válidas ou inválidas, e quando a noite escurecer o dia, decretando o fim da  beleza do sol, é chegado o momento, do recolhimento da solidão em busca do sono, e neste momento só nosso, somos chamados para provar e mensurar o nosso crescimento interiormente, a partir daí é que nasce toda a sustentação e suporte para melhor encarar as rotinas do dia seguinte e para enfrentar as tribulações e refazer as forças interior para superar os obstáculos, sem, no entanto, deixar-se escravizar e perder os seus doces momentos, ao trocá-los por um só objetivo impossível. 

As derrotas são recheadas de desculpas e às vezes tentamos enganar a nossa própria mente com mentiras de satisfação pessoal, mas o coração é esperto e independente, pois ao perceber muito barulho com vitórias insignificantes, logo termina por despertar todo o resto do corpo para a realidade de querer algo mais e mais.            

Economista Wilson Carlos Fuáh – É Especialista em   Recursos Humanos e Relações Sociais e Políticas.Fale com o Autor: wilsonfua@gmail.com        

 

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