22 de Novembro de 2017,

Opinião

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Sábado, 07 de Janeiro de 2017, 09h:56 | Atualizado:

Kamila Arruda

Triste realidade

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Sou uma jornalista recém-formada e completamente apaixonada pela profissão. Desde o começo da faculdade, já no 3ª semestre, trabalho na área; contudo, nunca tinha tido uma experiência como a da semana passada. Já escrevi para diversas editorias, mas tinha receio quanto à polícia, receio este que perdi na semana passada, e que me fez abrir os olhos para muita coisa. 

Todos falam, e podemos ver na televisão e nos jornais também, sobre a enorme onda de violência que tem assombrado nosso país, e em especial nosso Estado. No entanto, muitos pensam que esse tipo de coisa a que se assiste na TV e se lê no jornal não tem chance de acontecer em sua vida. Eu também pensava assim, por isso não tomava muito cuidado ao andar nas ruas. 

Contudo, após passar uma semana escrevendo para editoria de polícia do Diário, abri meus olhos e constatei, mesmo que tarde, que todo mundo está à mercê de um assalto, de um sequestro, de uma bala perdida ou de qualquer outro tipo de violência. 

Neste período vi coisas absurdas que nem pensava que existiam, e tudo isso me fez dar valor ao que minha mãe sempre fala: “Minha filha, tome cuidado, o mundo tá muito violento!” E eu, o que respondia? “Mãe, relaxa, não vai acontecer nada”. Tudo isso porque realmente achava que nada podia acontecer comigo. Mas realmente pode acontecer, não só comigo como com qualquer outra pessoa. 

Por isso, temos que ter cuidado ao andar nas ruas, com bolsas, joias ou objetos de valor. Temos que conscientizar nossos jovens sobre qual o melhor caminho tomar. 

E por falar nisso, outra coisa que me marcou bastante foi a quantidade de adolescentes, menores de idade, usuários de drogas, praticando assalto e envolvidos em tráfico. Eu já imaginava que havia bastante jovens nesse “mundo”, mas não tinha noção do quanto. 

Teve um dia em que cheguei à delegacia e, ao olhar os boletins de ocorrência, como de costume, percebi que das 20 ocorrências que estavam em minhas mãos 18 eram com envolvimento de menores. 

Essas crianças deveriam estar estudando, brincando e fazendo qualquer outra coisa, menos isso. Claro que, em um mundo capitalista, separado por classes sociais, os que não possuem uma situação muito boa sonham em subir na vida. Muitos vão em busca disso honestamente; outros, não. No entanto, nos dias de hoje é meio clichê dizer que somente os “pobres” se envolvem com drogas, roubam e entram no mundo do crime. Tem muito adolescente, com situação financeira boa, que é até chefe de quadrilha. 

Mas o que me preocupa mais é a seguinte questão: Se o mundo continuar assim, onde nossos jovens vão parar? 

KAMILA ARRUDA é repórter 

 

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Comentários (1)

  • Carlos | Sábado, 07 de Janeiro de 2017, 12h38
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    Enquanto a educaçao estiver contaminada pelo Marxismo cultural e pelo ódio ao capitalismo estaremos assim, num país sem rumo. (O capitalismo merce critica qto aos seus excessos, mas adotar o marxismo de gramsci como suposto educador é o fim dos tempos) sugiro a articulista pesquisar sobre a destruicao da educcao no brasil e o coitadismo que impera como rancor aos "burgueses", ou seja a classe média brasilera, que nao por acaso nao é perfeita mas ela suatenta uma naçao tanto economicamente como culturalmente.. O ODIO DOS MARXISTAS ESTÁ SENDO DISSEMINADO NAS ESCOLAS, ELES NAO ESTAO EDUCANDO AS CRIANÇAS COM CONHECIMENTO, mas como ódio ao capitalismo... Isso é feito tanto explicitamente qto de forma dissomilada ou até mesmo por professores sem saber o que estao fazendo... FORA MARXISMO CULTURAL! MALDITO GRAMSCI!

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