17 de Outubro de 2017,

Polícia

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Quinta-Feira, 12 de Outubro de 2017, 14h:08 | Atualizado:

Delegado aguarda laudo complementar do caso da namorada do bombeiro


Gazeta Digital

Prestes a completar dois meses da morte Vanessa Steffany Barbosa de Souza, de 29 anos, namorada do sargento do Corpo de Bombeiro, Fernando Pascoal de Moraes, que encontrada morta em um córrego na região do Lago do Manso, a família ainda não teve acesso ao lado complementar realizado pelo Instituto Médico Legal (IML), porém soube, extraoficialmente, que o documento foi concluído e encaminhado ao titilar da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Flávio Stringuetta.

Segundo a assessoria de imprensa da Polícia Judiciária Civil, Stringuetta ainda não recebeu oficialmente o resultado do laudo, mas já pode consultar o documento e verificou que o resultado foi morte por “asfixia mecânica por afogamento” e que assim que receber o laudo irá juntar ao inquérito para analisar o caso. O que deve ocorrer na próxima segunda-feira (16).

Na quarta-feira (11) véspera de feriado, o administrador de empresas, Carlos Higino, 53, primo de Vanessa Steffany foi até a DHPP mas não conseguiu falar com o delegado e não teve acesso ao documento. Apesar disso o primo da vítima diz que o resultado está contraditório já que o laudo preliminar, emitido para liberação do corpo, foi inconclusivo e descartou afogamento.

“Quero conversar com o delegado, porque a família não teve acesso ao laudo definitivo. Além disso precisamos apresentar o histórico do relacionamento conturbado dos dois. Até hoje as testemunhas do caso não foram ouvidas, o exame de toxicologia não ficou pronto por falta de material. Temos fotos que mostram marcas no corpo da Steffany. Ou seja são muitas dúvidas que aguardamos para serem respondidas”, afirmou.

O corpo de Vanessa Steffany foi encontrado no dia 20 de agosto, o boletim de ocorrências registrado pela Polícia Militar é considerado falho pelos familiares e até a liberação do corpo que foi feita pela família do bombeiro militar é questionada pelos familiares da vítima. 

A principal suspeita dos familiares é que Vanessa Steffany tenha sido assassinada pelo namorado já que sempre foi violento com ela. Além disso, questionam se os policiais militares que atenderam a ocorrência possam ter acobertado o crime, já que o sargento foi retirado do local e nem sequer ouvido sobre o caso.

“Apesar da demora, da falta de material para fazer os exames, confiamos que a investigação chegará a verdade. Caso tenhamos acesso ao laudo e o resultado volte para a hipótese inicial por afogamento vou procurar o Ministério Público para pedir a exumação do corpo”, antecipa-se Carlos Higino.

O delegado Stringuetta confirmou que teve acesso ao laudo complementar do IML e que ainda irá analisar o caso. Disse que o laudo preliminar não descartou a morte da vítima por afogamento, e sim que foi inconclusivo. Mas o caso não foi encerrado e as investigações continuam. Ele ainda aguarda o laudo oficial. 

 

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