17 de Outubro de 2017,

Polícia

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Quarta-Feira, 11 de Outubro de 2017, 18h:42 | Atualizado:

MORTE EM TREINAMENTO

TJ manda retirar tornozeleira de tenente do Bombeiros em MT


Gazeta Digital

A Terceira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça deferiu parte do pedido de habeas corpus impetrado pela defesa da tenente do Corpo de Bombeiros, Izadora Ledur de Souza Dechamps, e determinou a retirada de sua tornozeleira eletrônica. A decisão unânime foi proferida durante julgamento nesta quarta-feira (11).

Ledur foi denunciada pelo Ministério Público do Estado (MPE) pelo crime de tortura que resultou  na morte do aluno Rodrigo Claro, durante o treinamento dos bombeiros em novembro de 2016. A juíza Selma Rosane Santos Arruda, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, acatou a denúncia, porém negou o pedido de prisão  e  determinou que ela fosse monitorada por tornozeleira eletrônica em julho.

A defesa recorreu e requereu que fosse afastado o uso da tornozeleira, concedido o retorno à função pública, bem como modificada outras medidas cautelares determinadas pela magistrada.

O relator do caso, desembargador Gilberto Giraldelli, votou pelo deferimento de apenas três itens do habeas corpus, acatado pelos desembargadores Luis Ferreira e Marcos Machado.

Foi determinada a retirada da tornozeleira eletrônica de Ledur, autorizada a sua circulação por lugares relacionados à atividade do Corpo de Bombeiros, bem como seu retorno à função pública. No entanto, neste caso, a tenente deverá realizar somente atividades administrativas, sem qualquer relação com treinamento militar.

O caso – Ledur foi acusada de causar a morte do aluno dos Bombeiros, Rodrigo Claro, durante o treinamento de atividades do curso de formação realizado na Lagoa Trevisan em Cuiabá. Conforme denúncia do Ministério Público, apesar de apresentar excelente condicionamento físico, o rapaz demonstrou dificuldades para desenvolver atividades como flutuação, nado livre, entre outros exercícios.

Apesar de o problema ter chamado a atenção de todos, os responsáveis pelo treinamento não só teriam ignorado a situação, como teriam utilizado métodos totalmente reprováveis para “castigar” os alunos do curso que estavam sob sua guarda.

A atitude teria sido a forma utilizada pela tenente Ledur para punir Rodrigo por ele ter apresentado mau desempenho nas atividades dentro da água, segundo o MP. O jovem vomitou muito, apresentou fortes dores de cabeça e, por mais de uma vez, sofreu crise convulsiva, oriundas dos inúmeros afogamentos sofridos durante a instrução.

Ele chegou a ser hospitalizado com um quadro de hemorragia cerebral que evoluiu para morte, após cirurgia e permanência em UTI. Diante do cenário, foram denunciados por tortura, além de Ledur, outros cinco militares.

 

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Comentários (6)

  • Carmem Steffano | Quinta-Feira, 12 de Outubro de 2017, 12h34
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    Uma vergonha a decisão do TJ! Essa mulher cruel deveria estar presa, pois sabia muito bem o que estava fazendo quando torturou o soldado. Brasil País sem moral!

  • Batmanligadajustica.com | Quinta-Feira, 12 de Outubro de 2017, 11h03
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    2

    Na verdade vocês deveriam ter até vergonha de fazer comentários tudo isso acontece ladrões deitam e rolam políticos roubando o povo descaradamente uns ganhando salários de marajas na casa dos cem mil reais e vocês são omissos covardes e submissos só sabem ficar aqui choramingando

  • silva | Quinta-Feira, 12 de Outubro de 2017, 10h15
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    Matar é menos grave do que ser suspeito de grampear.

  • João Ninguem | Quarta-Feira, 11 de Outubro de 2017, 23h59
    20
    2

    Será que a Câmara Criminal de Justiça, tem coragem de mandar retirar a tornozeleira de um cidadão comum que tenha cometido um homicídio como a tenente praticou, quem tem patente não fica muito tempo sobre a guarda da justiça.

  • pena de morte ja | Quarta-Feira, 11 de Outubro de 2017, 23h51
    11
    2

    Esta na hora de mudar a cf 88, revogar o tratado de san jose da costa rica, e incluir a lei de taliao. Garanto a voces leitores, Brasil mudaria.

  • Siqueira | Quarta-Feira, 11 de Outubro de 2017, 20h34
    27
    1

    A impunidade começa assim... Quem perdeu seu filho que se dane.

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