19 de Setembro de 2017,

Política

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Quarta-Feira, 12 de Julho de 2017, 23h:00 | Atualizado:

VLT CUIABANO

CEF garante empréstimo de R$ 800 milhões após fim de impasse em MT

Vice-presidente de banco explica que Estado tem saúde financeira para fazer transação


Da Redação

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O vice-presidente de Governo da Caixa Econômica, Roberto Derziê de Sant'Anna, afirmou que o empréstimo de R$ 800 milhões para concluir as obras do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT) está garantido para o Estado. Os procedimentos para a autorização do empréstimo, porém, seguem suspensos, em razão de os Ministérios Públicos Estadual e Federal terem emitido parecer contrário ao acordo que foi firmado entre o Governo e o Consórcio VLT para retomar as obras.

O empréstimo de R$ 800 milhões para a conclusão do VLT foi encaminhado pelo Governo ao Legislativo estadual em meados de maio. O item, porém, foi duramente criticado pela oposição, que classificou a proposta como “absurda”, em razão das dívidas na saúde estadual que dificultam os atendimentos em Hospitais Regionais.

Em 31 de maio, os Ministérios Públicos Federal e Estadual emitiram parecer contrário ao acordo firmado entre o Governo Estado e o Consórcio VLT para a retomada da obra. Conforme o contrato, o Estado terá de pagar mais de R$ 922 milhões para a conclusão do modal em 24 meses.

A procuradora da República Bianca Britto de Araújo apontou que o valor não bate com o montante apontado pela perícia realizada pelo MPE. Desta forma, a retomada das obras foi suspensa e todos os trâmites referentes a ela, incluindo o pedido de empréstimo encaminhado ao Legislativo.

Para o vice-presidente de Governo da Caixa Econômica, Roberto Derziê de Sant'Anna, logo que os imbróglios referentes ao VLT forem sanados, o empréstimo, que deve ser feito por meio da Caixa Econômica, está assegurado. “O governo de Mato Grosso vem se empenhando em fazer com que as obras sejam retomadas e procurou a Caixa Econômica, que tem todo interesse em fazer esse apoio financeiro. É uma obra muito importante para a população de Cuiabá e para o Brasil inteiro, porque é um legado que fica para a história. A gente está, sim, trabalhando com o propósito fazer essa operação”, declarou, em entrevista ao programa Resumo do Dia, da TBO, na terça-feira (11).

Ele elogiou a postura do Estado em relação ao VLT e comentou que a Caixa Econômica irá aguardar o fim dos imbróglios referentes ao tema. “O Estado está fazendo seu papel, desentranhando toda a questão junto à parte judiciária, de procuradoria. Em seguida vai sair uma Lei estadual e vamos submeter à Caixa. A gente, com certeza, vai ter um bom encaminhamento”, disse.

Sant'Anna mencionou que manteve diálogos com o governador Pedro Taques (PSDB) sobre o empréstimo. “Foram demandados R$ 800 milhões, que seria uma linha de crédito aberta à disposição do Governo de Mato Grosso. Tenho conversado com o governador Pedro Taques, que tem se colocado à disposição para auxiliar na construção de todas as variáveis de garantia, para que a operação seja concretizada com sucesso”, pontuou.

O representante da Caixa Econômica Federal ainda afirmou que não deve haver entraves na instituição bancária para que Mato Grosso obtenha o empréstimo. "O Estado tem uma capacidade de pagamento bem sólida e garantias constituídas. Com o fundo de participação do Estado, acredito que tudo transcorrerá bem. Basta a gente ter uma boa avaliação, na capacidade de pagamento e avaliação positiva do risco de crédito”, relatou.

 

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Comentários (4)

  • JOAO DE DEUS | Quinta-Feira, 13 de Julho de 2017, 11h27
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    Ja está garantido a eleição ! KKKKKKKKKKKKKKKKKK

  • Ernesto Campos Filho | Quinta-Feira, 13 de Julho de 2017, 08h51
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    Dois Bilhões e meio final previsto do custo financeiro da Obra do VLT em Cuiabá, Gastaram 1,5 bilhão (valores corrigidos), para fazer 20% da Obra, querem gastar mais 800 milhões, (não acredito que ficará só nisto), ou seja, somando os futuros aditivos que virão. Gastarão no mínimo 2,5 Bilhões de Reais. R$ 2.500.000.000,00, divididos por R$ 200.000,00 (Preço do Ônibus Coletivo Novo) = 12.500 (Doze Mil e Quinhentos). Esta obra megalomaníaca daria para comprar 12.500 Ônibus zero km, para a população cuiabana. Ora, Cuiabá e Várzea Grande, juntos não utilizam nem 500 Ônibus (velhos). Quem foi ao Rio de Janeiro ver o VLT, (exceto o Júlio Campos, Emanuel Pinheiro e o Eder Moraes) viu trens vazios, subutilizados, e lentos, com um policial de moto na frente do VLT, apitando para as pessoas saírem da frente do trem. Parece piada isto tudo. Os pseudos-gestores de Mato Grosso alimentando os comediantes do Brasil e do Mundo. Os trezentos anos chegam, mas os politiqueiros corruptos só aumentam neste Estado. Que má sorte a nossa.

  • exer filosofando | Quinta-Feira, 13 de Julho de 2017, 08h41
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    mais um golpe (roubo) que teremos que arcar por muitos anos, alo MPF e Justiça Federal, não liberem esse dinheiro, olhem para o país, só roubos e corrupção, chega de descaso, esses caras querem o dinheiro para para outra coisa, exemplo disso, o Silval com seu bando roubaram e não devolveram, já tem exemplo....É aquele exemplo, o outro roubou e porque também eu não posso..

  • MONISE | Quinta-Feira, 13 de Julho de 2017, 00h06
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    OS PODERES TEM QUE PARAR DE FICAR , DISPUTANDO PODER E LIBERAR O RETORNO DA OBRA DO VLT. PORQUE QUE NÃO FIZERAM OS SEUS DEVERES DE CASA NO PROJETO E NO ANDAMENTO DAS OBRAS DO VLT. FISCALIZAMDO E ACOMPANHAMDO AS OBRAS. AGORA FICAM AI ATRAPALHAMDO O RETORNO DAS OBRAS. A POPULAÇÃO CUIABANA ,VARZEAGRANDENSE QUER A CONCLUSÃO DAS OBRAS.CHEGA DE CONVERSA FIADA , DE FICAR ENGANANDO A POPULAÇÃO.

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