21 de Abril de 2018,

Política

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Segunda-Feira, 16 de Abril de 2018, 11h:05 | Atualizado:

OPERAÇÃO MALEBOLGE

Conselheiro diz sofrer "calvário e tortura" e destaca que delatores não citaram seu nome

Valter Albano pede que STF julgue com agilidade o processo

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“Vivo um verdadeiro calvário”. A frase é do conselheiro afastado e ex-presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Valter Albano, em uma petição protocolada junto ao Supremo Tribunal Federal (STF), onde pede agilidade para que um recurso onde ele pede seu retorno ao cargo seja julgado.

Albano afirma que vive um calvário pessoal, profissional, familiar, e reclama da exposição midiática. Ele foi afastado do cargo juntamente com outros quatro conselheiros, por conta da Operação Malebolge, que investiga um suposto pagamento de propina de R$ 53 milhões aos cinco, para não travarem as obras da Copa do Mundo de 2014 e do MT Integrado, durante a gestão do ex-governador Silval Barbosa. “Vivo um verdadeiro calvário de exposição midiática, pessoal, profissional e familiar, constituindo um verdadeiro martírio absolutamente injustificável, que não pode perdurar indefinidamente. Minha vida virou um inferno, não posso sair à rua, frequentar um restaurante ou mesmo um shopping de vergonha por algo que não cometi”, diz ele, na petição.

A petição foi protocolada no STF no final de março. A Operação Malebolge, deflagrada em setembro de 2017, foi autorizada pelo ministro Luiz Fux e teve como base a delação premiada feita pelo ex-governador Silval Barbosa junto a Procuradoria Geral da República, e homologada pelo STF pelo próprio Fux.  

De acordo com Albano, o STF estaria indo contra a própria Constituição, ao não assegurar a duração razoável do processo. O conselheiro afastado também ressalta que na delação não há qualquer referência ao seu nome. “A própria Constituição Federal assegura a duração razoável do processo, como uma garantia do cidadão e, em especial de alguém sob investigação de qualquer natureza, especialmente contra quem não existe sequer qualquer referência a seu nome pelos delatores. Imploro que não continue sendo exposto a essa verdadeira tortura que representa o arrastamento dessa punição sem causa, em uma mera investigação preliminar, que não apontou nenhum indício ou mesmo referência ao meu nome ligado a algum fato ilícito”, cita.

Albano ressalta que ainda não foi chamado para se defender e que a ação não tem andado no STF. Ele também relata que exerce função pública há quase meio século e tenta sensibilizar os ministros exaltando seu currículo. “Encontro-me afastado de minhas funções humilhantemente há mais de seis meses, sem nenhuma satisfação! O processo, por si só, já representa uma grave e odiosa punição (sanção processual), que não pode e não deve perdurar mais do que o tempo razoável, como me assegura a Constituição Federal, pois destrói, literalmente, o meu aspecto moral, emocional e, inclusive, profissional, especialmente se considerar-se que exerço função pública há mais de 45 anos sem nunca ter sofrido qualquer sanção ou punição ao longo de todo esse tempo. Meu currículo impecável por quase meio século não merece essa punição tão drástica, sem uma decisão final condenatória no seio do devido processo legal, que não admite punição antecipada”, diz.

Ele encerra a petição pedindo para que o recurso protocolado por sua defesa seja julgado e pede também seu retorno ao TCE. Albano também aponta que desde a deflagração da Operação Malebolge, sequer teve oportunidade de se defesa. “Assim, com todo o acatamento que Vossa Excelência e esse colendo Sodalício merecem, venho, respeitosamente, requerer que seja determinado a molta ao meu trabalho, devolvendo-me a dignidade que me foi ceifada sem a menor possiblidade de defesa, e sem sequer me ouvir ou dar alguma satisfação. Meu processo até agora não mereceu nenhuma decisão sobre meus pleitos e tampouco um exame sobre minhas súplicas”, completa.

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Comentários (14)

  • JOÃO SIMÃO | Segunda-Feira, 16 de Abril de 2018, 16h34
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    O senhor que ver verdadeiro CALVÁRIO vide o trabalhador o usuário, que dia sim dia não, morre um nos TRILHOS DAS OBRAS PARADAS dos VLT, obras com as quais o senhor foi participe. Estes sim, vivem calvário.

  • Justino | Segunda-Feira, 16 de Abril de 2018, 15h41
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    Lamentável como atualmente as pessoas não entendem nem de português. NADINE, eu não estou te julgando, estou PERGUNTANDO, veja o ponto de interrogação (?) no final das frases. Se estivesse te julgando, estaria usando o ponto de exclamação (!). Volta pra escola! Sim, agora estou te JULGANDO, pq em concurso público vc não passa nunca! E o que eu faço tb não te importa.

  • junior | Segunda-Feira, 16 de Abril de 2018, 15h31
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    Não da para defender essa Turma..A magoa que a sociedade tem e gigante.....TCE tem que ser concursado ou acabar com isso...qual serviço prestado? nada.....SE SENTISSE COMO E FICAR NA FILA ESPERANDO UM CIRURGIA ATE MESO NA FILA DO DETRAN PARA FAZER VISTORIA ....Talvez não teria o meu apoio para não ser julgado como ótimo incompetente....CAMBADA DE SUBERBO

  • Jason | Segunda-Feira, 16 de Abril de 2018, 15h23
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    O Walter é um homem culto trabalhador e honesto tem toda sua vida pautada pela decência e retidão tanto é que esteve em cargos de maior envergadura e nunca teve sua conduta contestada .

  • Nadine | Segunda-Feira, 16 de Abril de 2018, 14h30
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    Justino, Não me julgue por quem VOCÊ é! Sou profissional liberal e não dependo de cargo político, o que não deve ser o seu caso, pela forma como julgas.

  • Justino | Segunda-Feira, 16 de Abril de 2018, 14h10
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    NADINE você tem um cargo de nomeação (apadrinhamento) em qual órgão público? Ou foi exonerada recentemente? Conta aqui...

  • Osmir | Segunda-Feira, 16 de Abril de 2018, 13h39
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    Mora no Alphaville,todos tem fazenda,com salário de ministro do TCE?

  • junior | Segunda-Feira, 16 de Abril de 2018, 13h22
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    VC foi uns dos Afastado ha Aprovar as Contas de um ladrão confesso... fica mesmo difícil sua função de oficio seria fiscalizar... e não fez so lamento...Toda ação tem Reação...

  • Pedro | Segunda-Feira, 16 de Abril de 2018, 13h18
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    Sou totalmente contra indicação política para conselheiros do Tribunal de Contas. A nomeação deveria ser através de concurso público, dando oportunidade à todos e não aos apadrinhados. , ao

  • Nadine | Segunda-Feira, 16 de Abril de 2018, 13h06
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    Olha Luiz, me perdoe, mas você literalmente não conhece o Conselheiro Valter Albano. Acho que deveria ter um pouco mais de cuidado e não julgar pelo que a mídia fala. Nós temos o direito de defender aquilo que acreditamos, mas, não temos o direito de acusar ninguém sem prova, sob pena de responder por isso. Estamos falando de um homem que construiu sua historia com trabalho prestado. Não trabalho com ele, mas acompanho o trabalho dele a mais de trinta anos, e, se existe uma "pessoa", porque não estamos mais falando de um político, nesse Estado que merece nosso respeito e admiração pelo seu histórico de vida, esse cidadão se chama Valter Albano. Homem correto, humano, educado, inteligente e competente! Como podem ver na matéria, a única coisa que ele pede é que analisem as provas dos autos e julguem o processo.

  • Catarina | Segunda-Feira, 16 de Abril de 2018, 12h52
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    É qdo se julga alguém vc nunca procurou conhecer o caráter da pessoa simplesmente o fez. E tdo que a gente faz volta. É a lei do retorno. Agora é a hora pra põe a mão na consciência e perguntar pra si mesmo pqe?

  • Nadine | Segunda-Feira, 16 de Abril de 2018, 12h49
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    Não se acusa ninguém sem prova. Aliás, se prestarem atenção no que foi dito pelo ex governador, vão ver que em nenhum momento foi dito que o Conselheiro Valter foi pedir ou pegar dinheiro com alguém. O que foi dito é que dois conselheiros foram pedir propina que "teoricamente" seria distribuía entre eles. É fácil, Investiguem! mas, Sejamos justos! Dê o direito a defesa e contraditório aos "CITADOS". Sem hipocrisia! Sem falso moralismo!

  • Luiz | Segunda-Feira, 16 de Abril de 2018, 12h45
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    Esse valter babano é um sujeito da pior espécie, agora chupa essa manga .....

  • vando | Segunda-Feira, 16 de Abril de 2018, 11h16
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    na hora que estavam roubando eram para pensarem em todas essas humilhações que poderiam passar agora é tarde, e esperar a condenação. O povo agradece.

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