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Política

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Quinta-Feira, 15 de Outubro de 2015, 00h:10 | Atualizado:

APETITE SEM FIM

Grupo de Riva clona nota de R$ 4 mil de restaurante de idosa

Gasto foi maquiado em pleno recesso parlamentar em 2010


Da Redação

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Nos meses de janeiro e fevereiro, período em que tradicionalmente a Assembleia Legislativa está de recesso, servidores do gabinete do ex-deputado estadual José Riva registraram gastos de R$ 4 mil com marmitex. A despesa foi registrada em 2010, ano em que o gabinete de Riva registrou gasto anual de R$ 773.482,78 mil com verba de suprimentos, alvo de investigação do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) pela suspeita de gerar um rombo milionário de até R$ 10 milhões aos cofres do Legislativo. 

As investigações conduzidas pelos promotores de Justiça na "Operação Metástase - Célula Mãe" descobriram indícios de fraudes na compra das marmitex. Isso porque as notas fiscais foram registradas em um restaurante que alegou em depoimento jamais ter prestado serviços ao Legislativo.

A idosa M.T.S, proprietária de um restaurante de comida caseira, prestou depoimento no Gaeco e afirmou nunca ter emitido recibos ou notas fiscais no valor de R$ 4 mil, o que superaria o faturamento mensal da empresa. A empresária afirmou ainda não trabalhar com a emissão de notas fiscais, mas apenas de boletos com o timbre do restaurante.

Além disso, o restaurante é pequeno e não dispõe de capacidade para produzir volume de comida tão elevado para receber R$ 4 mil, ainda mais levando em consideração que uma marmitex, em 2010, custava em média R$ 6 reais. Como o restaurante não tinha como justificar a emissão de notas fiscais, a proprietária declarou que qualquer nota ou recibo nestes valores e com esta numeração em nome da empresa são documentos falsos.

A segunda fase indica que o dinheiro desviado do gabinete de Riva por meio da verba de suprimentos, servia para abastecer com “mensalinho” políticos e lideranças do interior do Estado. Além disso, as investigações concluíram que o dinheiro público desviado serviria para bancar agrados a pessoas físicas e jurídicas de Cuiabá e municípios do interior.

Conforme o Gaeco, Riva financiava a distribuição de uísques, pagamento de festas de formaturas (inclusive de faculdades particulares), jantares, serviços de massagistas, e outros. Ele está detido no centro de custódia de Cuiabá, mesma cadeia que abriga o ex-governador Silval Barbosa (PMDB) e os ex-secretários Marcel Souza de Cursi (Fazenda) e Pedro Nadaf (Indústria, Comércio Minas e Energia e também Casa Civil).

Na operação de terça-feira do Gaeco, também foram presos preventivamente os servidores Geraldo Lauro e Maria Helena Caramelo, ex-chefes de gabinete de Riva. Também foi decretada a prisão temporária de cinco dias do ex-auditor geral do Legislativo, Manoel Marques.

 

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Comentários (2)

  • Marcio arruda | Quinta-Feira, 15 de Outubro de 2015, 12h43
    2
    0

    Quero ver até quando vai essa miopia do MP... Pelo menos um dos 24 larápios esta preso... Mas todos os 24 gabinetes receberam... Esse ano continuaram fazendo até maio... E agora? Vão punir só um? Detona logo todo o sistema, MPE

  • Marcio arruda | Quinta-Feira, 15 de Outubro de 2015, 10h21
    10
    0

    Quero ver até quando vai essa miopia do MP... Pelo menos um dos 24 larápios esta preso... Mas todos os 24 gabinetes receberam... Esse ano continuaram fazendo até maio... E agora? Vão punir só um? Detona logo todo o sistema, MPE

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