22 de Novembro de 2017,

Política

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Terça-Feira, 14 de Novembro de 2017, 14h:20 | Atualizado:

MANSÃO EM CONDOMÍNIO

MP analisa se "libera" imóvel de ex-secretário de MT que já foi vendido

J.L.B. teria adquirido imóvel de José Nunes Cordeiro, ex-secretário de administração da gestão Silval Barbosa, e que teve seus bens bloqueados pela justiça


Da Redação

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A Justiça encaminhou uma petição ao Ministério Público Estadual interposta por J.L.B para que o órgãol apresente, caso considere necessário a contestação. J.L.B. teria adquirido um imóvel do ex-secretário adjunto de Administração, José Nunes Cordeiro, que teve os bens bloqueados por determinação do juiz Luiz Aparecido Bortolussi Junior, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso.

O bloqueio ocorreu em abril de 2017. “Impulsiono o presente feito, a fim de intimar o autor para, querendo, impugnar as contestações apresentadas aos autos, no prazo de legal”, diz a determinação, publicada na última sexta-feira (10) pelo TJ-MT.

J.L.B move uma ação contra o MP que pediu a indisponibilidade de bens de José Nunes Cordeiro até o valor de R$ 14 milhões. Além dele, a restrição também atingiu o ex-governador Silval Barbosa (sem partido), o ex-secretário-Chefe da Casa Militar, Pedro Nadaf, dos advogados Francisval Akerley da Costa e João Celestino Correa da Costa Neto, o ex-secretário de Estado de Planejamento (Seplan-MT), Arnaldo Alves de Souza Neto, o médico Filinto Correa da Costa, além do procurador do Estado aposentado “Chico Lima”.

Segundo os autos, J.L.B se dirigiu ao 5º Serviço Notarial e Registral de Imóveis da Capital, em maio de 2017, para “proceder à baixa da hipoteca e a transferência do registro do referido imóvel para seu nome”. A propriedade localiza-se num condomínio fechado em Cuiabá.

Porém, J.L.B disse que ficou “surpreendida” quando soube que o imóvel era objeto de uma restrição judicial. “Alega ter, no mês de maio de 2017, se dirigido ao 5º Serviço Notarial e Registral de Imóveis desta Capital para proceder à baixa da hipoteca e a transferência do registro do referido imóvel para seu nome, quando foi surpreendida ao ter ciência da averbação da aludida constrição”, cita.

Em julho de 2017, o juiz Luiz Bortolussi determinou que o José Nunes Cordeiro fosse incluído no polo passivo da ação. Ouu seja, entre aqueles dos quais são exigidos direitos que teriam sido suprimidos, reivindicados pelo polo ativo -, sob pena de “indeferimento”.

OPERAÇÃO SEVEN

Segundo informações do processo, o governo pretendia adquirir uma área que seria de Filinto Corrêa da Costa registrada no cartório de Rosário Oeste (129 km de Cuiabá) para criação de uma Estação Ecológica, e declarou como de utilidade pública um outro imóvel, que também pertenceria ao médico, no ano de 2002.

Porém, de acordo com os autos, as áreas não poderiam ser indenizadas pois, segundo o Ministério Público Estadual (MP-MT), “sequer é possível definir a quem tal área pertence, podendo, inclusive, ser propriedade do próprio Estado”.

Utilizando recursos destinados a regularização fundiária do Estado, a gestão Silval Barbosa realizou dois pagamentos de R$ 3,5 milhões para adquirir as áreas de “utilidade pública”, totalizando R$ 7 milhões. Em junho de 2016, o Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco) deflagrou a segunda fase da “Seven” com o objetivo de rastrear o dinheiro desviado, que teria sido ocultado por meio de lavagem de dinheiro.

 

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Comentários (2)

  • Rolayne pinto | Terça-Feira, 14 de Novembro de 2017, 18h27
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    Será que ele mora nos Florais, também.

  • Alencar | Terça-Feira, 14 de Novembro de 2017, 17h34
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    Dá onde saiu o dinheiro para esse Cordeiro ter um patrimônio desse, do salário????caiu do céu???

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