22 de Novembro de 2017,

Política

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Terça-Feira, 14 de Novembro de 2017, 19h:38 | Atualizado:

Nadaf prestou 48 depoimentos ao MPF


Gazeta Digital

Em seu acordo de colaboração premiada firmado com o Ministério Público Federal (MPF), o ex-secretário-chefe da Casa Civil Pedro Nadaf prestou quase 50 depoimentos sobre casos de corrupção, dívidas do ex-governador Silval Barbosa pagos com dinheiro oriundo de falcatruas no Estado, fraudes e desvios em desapropriações, cobranças de propina, negociações espúrias, entre outros escândalos que geraram processos criminais e de improbidade administrativa já em curso, em vários âmbitos da Justiça.

Foram exatamente 48 termos de declarações que foram enviados ao ministro relator Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF). Os temas principais citados nos termos de declarações são: incentivos fiscais à Tractor Parts (que deu origem às operações Sodoma 1 e 2), desapropriações dos bairros Jardim Liberdade e Renascer e da região rural que compõe o Parque Estadual Nascentes do Rio Cuiabá; duodécimos ao Tribunal de Contas do Estado (TCE) e relação com a empresa Gendoc; compra de vaga no TCE; operação Ararath; compra de ouro com dinheiro ilícito; negociações com empresários como Alan Malouf (Buffet Leila Malouf) e Willians Mischur (Consignum).

Também constam dentre os temas delatados por Nadaf: negociações com vários grupos empresariais, como Avançar Tecnologia, Grupo JBS, Marfrig, Votorantim, Frigorífico Mata Boi, Frigorífico Navi Carnes, Cervejaria Petrópolis, Lumen Cosntrutora.

Além disso, o ex-chefe da Casa Civil também relatou esquemas sobre dívidas com os empresários Valdir Piran e Pérsio Briante, fraudes no Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), propina a deputados estaduais, esquema entre a Companhia Mato-grossense de Mineração (Metamat) e Ampla Engenharia, estimativa do álcool, estimativas fiscais dos segmentos atacadistas e de materiais para construção, incentivos fiscais à City Lar e ao setor de biodiesel, além de apartamentos recebidos da construtora Concremax. 

Conforme o ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot, foi o próprio Pedro Nadaf, que é investigado na operação Ararath, quem procurou o Ministério Público Federal, no final do ano passado, afirmando ter intenção de ser colaborador nas investigações e nos processos a que responde na 7ª Vara Criminal de Cuiabá.

Segundo Janot, o acordo foi homologado com base no interesse público e na busca pela efetividade da persecução penal de outras pessoas envolvidas e acusadas de comporem organizações criminosas. Dentre essas pessoas, constam pessoas como o ex-governador Silval Barbosa (PMDB), o atual governador Pedro Taques (PSDB), o ministro da Agricultura Blairo Maggi (PP), o senador Cidinho Santos (PR), dentre várias outras autoridades.

 

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