19 de Setembro de 2017,

Política

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Quarta-Feira, 13 de Setembro de 2017, 09h:02 | Atualizado:

CRISE

Sem PEC, salários podem atrasar em MT


Diário de Cuiabá

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O governo Pedro Taques (PSDB) já anunciou que o pagamento dos servidores públicos, aposentados e pensionistas, a partir de 2018, estará condicionado à aprovação da PEC do Teto dos Gastos Públicos, que se encontra na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (AL). De acordo com o secretário de Estado de Fazenda (Sefaz), Gustavo Oliveira, o governo vem encontrando soluções “mês a mês” para manter os salários em dia para que Mato Grosso não siga outros Estados como Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Minas Gerais, que estão com salários atrasados há meses. 

“Risco sempre tem desde 2012, quando a crise nacional se iniciou. Mas sem o ajuste fiscal, ficará muito difícil no ano que vem que a gente não tenha atraso de pagamento porque a pressão financeira aumenta demais e o tesouro não tem como suportar isso. Então a gente precisa do ajuste fiscal, da PEC dos gastos será essencial para mantermos as finanças públicas sobre controle”, disse Oliveira, ontem, durante coletiva de imprensa. 

Atualmente os salários dos servidores públicos estão sendo pagos até os primeiros dez dias de cada mês. A previsão da Sefaz é que a data seja alterada para todo dia cinco de cada mês e depois volte a ser pago no último dia útil de cada mês, como era até junho de 2016. 

“Se voltar a aumentar o fluxo de caixa do governo, a nossa prioridade continua sendo a redução do volume de restos a pagar, e começar gradativamente começar voltar o pagamento da folha pra trás. Talvez um primeiro movimento seria para o dia 5 e depois para dia 30. Mas hoje essencialmente ainda dependemos dos recursos arrecadados no dia oito e que estão disponíveis no dia 10”, explicou. 

Atualmente o gasto com pessoal consome 49% a Receita Corrente Líquida (RCL) do Estado. O valor foi ajustado pelo TCE para 45% após efeitos da resolução que retirou a Defensoria Pública dos gastos do governo estadual. Com a PEC, a previsão do governo é que o gasto com a folha fique em 44% até em 2023. 

Com aprovação da PEC, a estimativa é que o percentual reduza para 44% em 2023. Outro alívio de caixa, seria a economia de quase R$ 1,3 bilhão, que é o pagamento anual que o governo faz à União, BNDES e outros bancos. 

O governo Taques vem cobrando da sua base aliada empenho para que a PEC seja aprovada sem alterações no Legislativo. Porém, as sessões estão praticamente sem quórum desde que vídeos contidos na delação do ex-governador Silval Barbosa (PMDB), envolvem 15 deputados da atual legislatura, veio à tona. 

“Diria a vocês que nesse momento só o bom trabalho pode dar resposta para sociedade, que está cansada da classe política, percebemos esse sentimento nas ruas. A classe política precisa fazer escolhas, entregar resultado, e que eu acredito ser o compromisso desta Legislatura, ajustar o Estado é resposta que eles querem dar para sociedade”, finaliza. 

 

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Comentários (16)

  • Sérgio | Quarta-Feira, 13 de Setembro de 2017, 23h50
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    Demoraram um ano para elaborar e enviar a PEC, agora querem empurrar rápido sem debates.

  • João | Quarta-Feira, 13 de Setembro de 2017, 20h12
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    Aguarde secretário, pois o Riva entregou mais vídeos comprometedores de deputados e outras figuras do Estado. Logo teremos vários mandados de prisão sendo cumpridos contra deputados e secretários.

  • eu | Quarta-Feira, 13 de Setembro de 2017, 16h59
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    1

    resumindo fdp, ve.., cor...lad...,etc,etc

  • Nefe Nogueira | Quarta-Feira, 13 de Setembro de 2017, 16h46
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    1

    Os Servidores não têm culpa da péssima administração. GREVE neste fantoche de governo. Publiquem!!!!!!!!

  • COBRA | Quarta-Feira, 13 de Setembro de 2017, 13h32
    11
    1

    Só falta eles dizerem que o culpado da crise são os funcuonários públicos; "ISSO É UMA VERGONHA"

  • Wagner | Quarta-Feira, 13 de Setembro de 2017, 13h23
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    1

    Basta um olhar no secretariado do Governo , prá se notar que é uma INCOMPETENCIA sem limites. È a FAMILIOCRACIA do psdb. Oliveiras , Muller e Soares , são uma constante ,como se não existisse outros mais capazes de atuar . Ai se repete o FRACASSO constante desta elite que desgoverna o Estado . Basta .

  • Alex | Quarta-Feira, 13 de Setembro de 2017, 12h37
    40
    1

    essa é boa! GASTANDO UMA NOTA PRETA PARA MANTER A PROCURADORIA DO ESTADO INSTALADA EM HOTEL DE LUXO e vem querer falar de ajuste fiscal.

  • P.R | Quarta-Feira, 13 de Setembro de 2017, 12h25
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    Pro bem da verdade é salutar que o ilustre secretario esclareça: os salários já se encontram atrasados desde jan/ de 2015, ano em que o semovente pedro taques tomou posse como feitor deste Estado, sim é exatamente essa a verdade...há mais de 18 anos que os servidores recebiam após cada exatos 30 dias trabalhados. essa PEC é mais um pano de fundo deste espetáculo deplorável que é gestão caolha do feitorzinho a pec não resolve..nada resolve, a crise é de gestão e de muita 'diversidade" . o Estado esta a deriva sem comando programa sem rumo e ouvindo Cold Play

  • Jader | Quarta-Feira, 13 de Setembro de 2017, 12h04
    25
    1

    Mente, de mentir; ou mente de que "mente" maldosa!!!

  • alexandre | Quarta-Feira, 13 de Setembro de 2017, 11h37
    33
    0

    que tal cortar os duodecimos superestimados ?

  • Rita | Quarta-Feira, 13 de Setembro de 2017, 11h18
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    0

    Esse governo só sabe dizer que tem crise. Taques você é pior que Silval - governo passado. Na hora de gastar milhoes com publicidade esquece da crise né? Se falta verba para pagar funcionários porque não exonera os comissionados, principalmente aqueles que assumiram cargo como forma de pagamento por apoio eleitoral? Acaba com os gabinetes que só representam gastos para o governo.

  • JEFERSON MATOS | Quarta-Feira, 13 de Setembro de 2017, 11h15
    30
    0

    O que atrasa salários é a má gestão dos recursos, é a corrupção. O mesmo velho discurso tucano. Taques: um incompetente cercado de incompetentes.

  • Davi | Quarta-Feira, 13 de Setembro de 2017, 10h46
    36
    1

    A base do governador Pedro Taques é a mesma que extorquiu Silval e assim como foram subservientes ao Silval o são ao Pedro Taques, acho muito difícil acreditar que a prática tenha se alterado, ainda mais numa assembleia que TUDO, TUDO que o Taques manda passa.

  • Madalena | Quarta-Feira, 13 de Setembro de 2017, 10h41
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    0

    SALARIO ATRASAR ! ISSO NÃO É JUSTO. POLITICOS E COMPANHIA /VAMOS PARAR DE ROUBA DINHEIRO PUBLICO,CORTA GASTOS E DESPESAS COM VCS QUE ESTÃO NO PODER(VERBA INDENIZATORIA,BENEFICIOS,REGALIAS,AUXILIOS,CX UM ,CX DOIS. QUE DINHEIRO O ESTADO TEM. MT É MUITO RICO. POR ISSO QUE NÃO FALIU E NÃO FALE. AQUELES QUE ROUBAM E ROUBARAM DINHEIRO PUBLICO DEVOLVAM O QUE ROUBO , QUE NÃO FALTA E NÃO VAI FALTAR DINHEIRO PARA PAGAR O SALARIO DOS SERVIDORES , CRISE NÃO EXISTE. EXISTE É MUITO ROUBO DO DINHEIRO PUBLICO NESTE ESTADO.A JUSTIÇA DE MT,PRECISA SER MENOS OMISSA COM AQUELES QUE ROUBAM DINHEIRO PUBLICO, E COMFISCAR OS BENS QUE FOI ADQUIRIDO COM O DINHEIRO ROUBADO DOS COFRES PUBLICOS,E MANDAR DEVOLVER TODO DINHEIRO ROUBADOS DOS COFRES PUBLICOS...

  • Contribuinte | Quarta-Feira, 13 de Setembro de 2017, 10h04
    35
    0

    Sempre a mesma conversa! Enquanto isso a reforma fiscal está esquecida!

  • Gregory House | Quarta-Feira, 13 de Setembro de 2017, 09h27
    36
    0

    Conversinha fiada! Este desgoverno está apenas tentando demover os servidores públicos de sua rejeição à essa idéia maluca e ao atual gestão, mas na verdade o que querem é não pagar os empréstimos que tem com o governo federal. Para a população em geral essa PEC não faz diferença, mas para quem está administrando e quer mais dinheiro... já viu né!

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