19 de Novembro de 2017,

Política

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Segunda-Feira, 17 de Julho de 2017, 14h:00 | Atualizado:

SODOMA AO VIVO

Silval cita "chapéu" de ex-secretário e nega dívida de R$ 2,5 mi com Riva

Zílio recebia R$ 450 mil de empresário, mas só entregava R$ 250 mil a Silval


Da Redação

Alair Ribeiro / Midianews

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O ex-governador Silval Barbosa (PMDB) depõe nesta segunda-feira na ação penal da 2ª fase da “Operação Sodoma”, que apura pagamento de propina por parte de empresas que firmavam contrato com o Governo do Estado durante sua gestão. Além dele, o ex-chefe de gabinete, Sìlvio César Correia Araújo também prestará depoimento.

Silval é reinterrogado pela juíza Selma Arruda, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, após mudar de estratégia e passar a confessar crimes ocorridos durante sua gestão. Isso lhe garantiu deixar o Centro de Custódia de Cuiabá (CCC) após 21 meses e passar a cumprir prisão domiciliar.

Entre as empresas que pagaram propina ao ex-governador está a Consignum. Em depoimento a Delegacia Fazendária, Silval disse que a propina paga pela empresa variava de R$ 400 mil a R$ 450 mil mensal e começou em 2011, meses depois de ser reeleito, para pagar dívidas de campanha eleitoral. 

Os responsáveis pela arrecadação foram os ex-secretários de Administração, César Zílio, e Pedro Elias Domingos.

 

ACOMPANHE A AUDIÊNCIA EM TEMPO REAL

16H18 - O ex-governador afirma que não conhece as gráficas que participaram do desvio para bancar a campanha de Wallace em Várzea Grande. Ele também garante que não sabe quem ficou com R$ 1 milhão que teria sido atribuído a ele no esquema, mas suspeita que seja César Zílio. Silval também explica que só liderou as situações em que ele tinha conhecimento. . "Um secretário trata com um empresário, uma duas, e na terceira já acha que pode tratar sozinho", assevera em relação ao caso Webtech. Termina o depoimento do ex-governador após 2h20min. Juíza determina um intervalo de 10 minutos. 

16H07 - Silval explica que convidou Marcel de Cursi para ser o secretário de Fazenda pela "experiência, capacidade e conhecimento" de questões relacionadas as finanças públicas. 

16H03 - O ex-governador comenta que não sabe como Riva descobriu a propina da Consignum. No entanto, cita que o ex-presidente da Assembleia se aproveitou do esquema. Silval volta a confirmar que Willians Mischurs já havia "acertado" com o ex-secretário da Casa Civil, Paulo Taques, de que seu contrato seria mantido na gestão tucana em caso de vitória, em 2014. "Ele me disse e não sei mais de nada daí para frente", limitou-se a dizer. O ex-governador confirma que comprou uma fazenda de sócio com Riva na cidade de Colniza, mas explica que detalhará o caso em um "novo momento".

15H59 - Silval comenta que sempre houve discrição e cuidado no recebimento de propinas. Cita que César Zílio lhe entregava a propina sempre após expediente no palácio Paiaguás. Reafirma que trava de casos de corrupção somente com secretários e não adjuntos. A defesa do ex-deputado José Riva inicia as perguntas a Silval Barbosa.

15H55 - O ex-governador diz que nunca houve ameaça contra ex-secretários em reuniões no palácio Paiaguás. "Nunca presenciei nada", afirma.

15H48 - Silval diz desconhecer uma transação envolvendo bovinos entre os ex-secretários Pedro Nadaf e César Zílio. "O César nunca conversou comigo sobre terreno, compra de gado e casa que estava construindo. Tudo fiquei sabendo pelas audiências", diz. Assume que recebeu propina da Consignum por cerca de 30 meses e, no máximo, R$ 240 mil por mês. "Tinha mês que era R$ 210 mil, R$ 220 mil", diz. Ao todo, Silval assume ter recebido R$ 7,2 milhões. Afirma que o ex-secretário Pedro Elias foi uma indicação do seu filho Rodrigo.

15H36 - Silval volta a dizer que o próprio Rodrigo lhe contou que recebeu propina de Pedro Elias. Foram cerca de R$ 380 mil, mas diz que o filho não participava da organização criminosa. Diz entender que César Zílio é membro ativo da organização criminosa.

15H22 - O ex-governador diz que não participava das reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social. Diz que quem o representava era o secretário da Casa Civil. Conta que Sílivio Correa trabalha com ele há vários anos.

15H15 - O Ministério Público inicia as perguntas. Silval diz que as propinas da Consignum eram pagas em dinheiro. "O César me levava em casa e gabinete. Não existe essa questão de banheiro", frisa. Diz que combinou de entregar uma parte para César Zílio e que eocntrou Willians Mischurs por três vezes, sendo duas no gabinete e uma na casa do irmão. 

15H12 - O ex-governador reclama dos ex-secretários. "Quando se cria uma situação dessas, os secretários fazem uma, duas e depois já se achavam no direito de fazer sozinho", disse, ao citar como exemplo César Zílio que pegou a propina da Consignum para comprar uma área na avenida Beira Rio sem seu conhecimento. Comenta que Pedro Nadaf era pessoa de sua confiança sendo o braço direito e esquerdo do Governo na arecadação da propina. "Ele arreacadva e pagava as dívidas. Entre os participantes não tem vítimas", compara. 

15H05 - Silval ainda garante que neste caso da Webtech e das gráficas não recebeu nada de propina e que só soube depois de deixar o Governo. Também confessa que seu filho recebeu propina de R$ 380 mil e e que Rodrigo nunca tratou com ninguém do Governo a não ser Pedro Elias. Também nega que seu filho tenha conversado com algum outro empresário que detinha contrato no Governo. Em relação a compra do terreno de R$ 13 milhões na avenida Beira Rio, em Cuiabá, o ex-governador disse que só soube quando houve a operação. Ele detalha que a propina recebida da Consignum usou para o pagamento das dívidas de campanha. "Quando assumi o Governo, existiam dívidas das mais diversas e tive que pagar e por isso reuni pessoas de confiança para resolver", salienta. Volta a dizer que vai falar dos casos em que participou como por exemplo na Consignum. A juíza Selma Arruda pergunta se existia uma organização criminosa no Governo e Silval diz que sim e que ele liderou em alguns casos.  

15h01 - O ex-governador isenta Pedro Nadaf, Marcel de Cursi, Chico Lima, Karla Cecília, José Nunes Cordeiro e Rodrigo Barbosa de participação no suposto esquema. Ele diz não conhecer o empresário Júlio Minori, dono da empresa Webtceh, e que teria repassado uma propina de cerca de R$ 433,5 mil ao filho do ex-governador através de Pedro Elias. "Sabia que ele tinha contrato com o Governo e sei qeu o Pedro Elias o procurou e acertou com ele. Só soube que o Pedro Elias passava dinheiro ao meu filho quando sai do Governo. Eu conversei com ele e ele me confirmou", diz.

14H55 - Silval explica que era amigo do ex-prefeito de Várzea Grande, Wallace Guimarães. "Ele foi no meu gabinete na campanha de 2012 e me pediu ajuda financeira para concluir sua campanha de prefeito. Daí, ele me falou que esteve na SAD falando com César Zílio e ele falou do processo licitatório das gráficas. Daí, eu conversei com o César e ele me disse que era possível e eu determinei que o  César cadastrasse as empresas", frisa, ao acrescentar que não se lembra se Zílio passou os cheques. Silval diz saber o que foi feito e assume que autorizou. O ex-governador diz não saber quem sãos os empresários Antônio Roni de Liz e Evandro Gustavo Pontes, donos de gráficas em Várzea Grande.  "Só conversei desse assunto com Wallace e César", afirma. Rebate as acusações de César Zílio, que em delação premiada disse que o ex-governador rece beu R$ 1 milhão do esquema de gráficas. "O César e Wallace disseram que fiquei com R$ 1 milhão, mas não peguei nada", contesta.

14H50 - O ex-governador garante que teve apenas dois secretários de extrema confiança, que foram Pedro Nadaf na Casa Civil e César Zílio na Administração. No entanto, ele garante que neste caso da Consignum Nadaf não teve nenhuma participação, assim como Marcel de Cursi, Chico Lima, Cordeiro e seu filho Rodrigo Barbosa. Recorda que Rodrigo era amigo pessoal de Pedro Elias. 

14H45 - Após ouvir Willians Mishcus, Silval procurou Riva e disse a ele que não faria mais uma nova licitação para empréstimos consignados. "Daí eu mandei ele falar com o Mischurs que também não queria mais saber desse assunto no Governo", salienta. Silval comenta que soube que daí Pedro Elias e dono da Consignum foram na casa de Riva e acertaram a questão. Silval contradiz Riva sobre a declaração de que a propina da Consignum teria sido paga numa dívida de R$ 2,5 milhões para compra de uma fazenda em que ambos seriam sócios no Norte de Mato Grosso. "Nunca devi nada para Riva, mas ele precisava de uma ajuda para a campanha dele ao Governo", garante. Afirma que nunca teve contato com o empresário Fábio Drumond ou o bacharel em Direito Thiago Dorileo, assim como José Cordeiro. Diz que tomou conhecimento dos valores da propina da Consignum para Riva após ler a denúncia que só tomou a decisão a época para acabar com a "guerra". Ele diz que não existia pagamento fixo de propina para ex-secretários.

14H38 - O ex-governador assegura que nunca tratou de nenhum de esquema de corrupção com o ex-secretário adjunto de Administração, José Nunes Cordeiro, nem com qualquer outro adjunto. Silval volta a falar que Riva lhe sugeriu a empresa Zetrasoft para assumir os consignados com proposta de pagar propina de R$ 1 milhão, mas Mischurs não queria perder o contrato e conseguiu uma liminar na Justiça a época para barrar a licitação. "O Mischurs me procurava, mas eu não falava com ele. Uma vez eu estava na casa do meu irmão no Florais e ele foi lá. Me disse que eu precisava renovar o contrato dele e que seria muito prejudicado com o cancelamento. Daí, eu lhe disse que não queria briga com a Assembleia", assinala. Silval revela que Mischurs lhe confidenciou que havia falado em 2014 com o ex-secretário da Casa Civil, Paulo Taques, de que se o grupo político de Pedro Taques (PSDB) vencesse a eleição de governador, o contrato com a Consignum seria mantido sem uma nova licitação. No entanto, hoje o contrato está cancelado após a deflagração da "Operação Sodoma".

14H34 - Nesse encontro em que pediu R$ 900 mil para manter o contrato de Mischurs, Silval acertou $ 600 mil com o empresário, sendo que ele mandou o ex-secretário ficar com R$ 100 mil. Afirma que o ex-chefe de Gabinete, Sílvio Correa, não tinha participação no esquema e recebeu dinheiro uma vez. Diz que nenhum ex-secretário era pressionado a fazer nada. "Eles iam com maior prazer e principalmente quando recebiam sua parte", salienta. Detalha que os empresários só fazem as coisas quando levam vantagem. Afirma que César Zílio não lhe prestava contas. Comenta que no final de 2013 o ex-deputado estadual José Riva lhe procurou dizendo que havia outra empresa interessada em assumir os empréstimos consignados do Estado. "O Riva como presidente da Assembleia me cobrava duro. Como eu não queria briga com a Assembleia, pedi ao Pedro Elias para conversar com o Riva", detalha. 

14H28 - Diz que recebia das mãos de César Zílio R$ 250 mil do valor repassado por Mishcur e que nunca foi mais que isso. Comenta que César ficou a frente da arrecadação da propina e que, ao final, o ex-secretário não estava lhe repassando nem R$ 240 mil. Daí, ele chamou o ex-secretário de Administração, Pero Elias, para assumir os pagamentos normais da secretaria de Administração. Num determinado momento, Silval pediu a Pedro Elias que recebesse a propina de Mischurs que disse a Pedro Elias que entregava R$ 400 mil a R$ 450 mil todo mês para César Zílio. Daí, o ex-governador se encontrou com o empresário que lhe pagou R$ 900 mil de atrasados da propina. 

14H25 - Ele confirma que a denúncia do Ministério Público Estadual é verdadeira. Lembra que conheceu o ex-secretário de Administração, César Zilio, na campanha do ex-governador Blairo Maggi em 2006 quando foi vice na chapa. Em 2010, Zílio foi um dos coordenadores da campanha e, por confiar no ex-secretário, o chamou para ser secretário de Administração. Silval assume que todas campanhas tem caixa dois e que a sua de 2010 terminou com muitas dívidas. "Eu chamei o César para arrecadar alguma forma de quitar essas dívidas", diz ao confirmar que pediu a Zílio para conversar com o empresário Willians Mischurs, dono da empresa Consignum. "Eu não conhecia o Mischurs e pedi ao César", assinala. Comenta que ficou acertado que o empresário pagaria propina entre R$ 400 mil e R$ 500 mil por mês. Ele diz desconhecer a afirmação de outros réus de que foi aumentada para R$ 700 mil o valor da propina.

14H20 - O ex-governador inicia o depoimento diznedo que fez muitas avaliações no período em que esteve preso no Centro de Custódia de Cuaibá. "Tenho a obrigaçlão de dizer tudo perante a Justiça e me retratar com a opinião pública", disse. Segundo o ex-governador, uma nova potura foi tomada procurando falar tudo que sabe e quem participou dos esquemas. "Vou confessar tudo", avisa

14H15 - A juíza entra dentro da sala. Começa o depoimento de Silval que é marcado por muita expectativa.

14H05 - O advogado de Silval, Délio Lins e Silva, confirma que o ex-governador prestou depoimentos a Polícia Federal e Ministério Público no último dia 05. No entanto, ele insiste em descartar acordo de colaboração premiada e que Silval estaria esclarecendo os fatos para confessar as acusações em que realmente tem culpa.  A juíza Selma Arruda ainda não está na sala de audiências.

14h00 - O ex-governador Silval Barbosa já está dentro do Fórum. Ele aparente estar bem mais magro. Juíza libera imagens de ex-governador, que está usando óculos e com um envelope amarelo.

13H26 - Os réus começam a chegar ao Fórum de Cuiabá. Os primeiros a chegarem ao local estão o ex-prefeito de Várzea Grande, Wallace Guimarães (PMDB), e o ex-chefe de Gabinete, Sílvio Correa.

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Comentários (8)

  • Analista Político | Segunda-Feira, 17 de Julho de 2017, 21h49
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    0

    Pagar dívida de campanha uma OVA esses filhos da puta são lá de pagar dívida. Se pagou alguma dívida para quem foi paga? Essa turma está com dinheiro enterrado em algum lugar, dinheiro vivo.

  • mad | Segunda-Feira, 17 de Julho de 2017, 21h31
    2
    0

    Uai... jurava de pé junto que era inocente... agora confessa!!!! Aperta que sai mais coisas. Esse ladrão faturou bem mais de 500 milhões!!!

  • raidmundo nonato | Segunda-Feira, 17 de Julho de 2017, 19h28
    0
    0

    Este Senhor, desonrou até os seus antigos companheiro de garimpo da região de Peixoto de Azevedo. Este senhor foi Prefeito de Matupá; Deputado Estadual e Presidente do Legislativo; Vice-governador e governador do Estado, porém seria vergonhoso que sua foto fosso colocada nas galerias de ex-presidente e governador do Estado de Mato Grosso, ofenderia de sobremaneira a história e causaria constrangimento aos ex-governadores que este Estado já teve. As famílias e a população de Mato Grosso se sentiriam ofendidas.

  • Tião Bananeiro | Segunda-Feira, 17 de Julho de 2017, 17h36
    5
    3

    Deixou de comer marmitas no presídio, já está com uma carinha de político corrupto de novo.

  • Pacufrito | Segunda-Feira, 17 de Julho de 2017, 16h51
    5
    3

    Este bandido ainda tem a coragem de dizer que não houve vitimas, o dinheiro que eles roubaram faltou nos postos de saúde e nos hospitais, como não houve vitimas? estes bandidos tem que ir para cadeia, basta de bandidos na politica, a população não guenta mais esta roubalheira generalizada, e tanta gente passando necessidades nas filas dos hospitais. são criminosos, deveria ser julgados por homicídio qualificado.

  • ANA ELZA | Segunda-Feira, 17 de Julho de 2017, 16h38
    5
    1

    Mais que filho da P. Enquanto isso servidores pagando a conta na consigna. Juros altos sobre os empréstimos consignados para manter propina. É muito desumano. Porque os empréstimos deste período não são suspensos para averiguar os juros se estão corretos?

  • alexandre | Segunda-Feira, 17 de Julho de 2017, 16h13
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    0

    não Consignum entender, continuou no novo governo...

  • marcos guimaraes | Segunda-Feira, 17 de Julho de 2017, 15h05
    8
    0

    wallace é ex prefeito de varzea grande,,,,

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