19 de Agosto de 2017,

Política

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Sábado, 12 de Agosto de 2017, 20h:28 | Atualizado:

DELAÇÃO DE SILVAL

"Silval está construindo um castelo para sobreviver fora da cadeia", diz Éder

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O ex-secretário de Fazenda de Mato Grosso, Éder Moraes, negou a acusação feita pelo ex-governador Silval Barbosa (PMDB) de receber R$ 6 milhões em propina do ministro da Agricultura, Blairo Maggi, e do próprio Silval para que mudasse o depoimento sobre suposta compra de vaga no Tribunal de Contas do Estado (TCE).

Éder concedeu entrevista à TV Centro América neste sábado (12), um dia após parte da delação de Silval ter sido noticiada pelo Jornal Nacional. A defesa de Silval Barbosa disse que não vai comentar as declarações do ex-secretário e que o cliente já prestou todos os esclarecimentos sobre o assunto. Blairo Maggi também não quis comentar o assunto, mas negou ter feito acordo com Éder e disse que o ex-governador mentiu sobre pagamento de propina ao ex-secretário.

Segundo ele, o ex-governador encontrou no acordo de delação, já homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), um meio para continuar em liberdade. "Ele deve estar tentando construir um castelo para sobreviver fora da cadeia", afirmou.

Silval passou quase dois anos na prisão sob acusação de desvio de verba do governo do estado por meio da concessão ilegal de incentivos fiscais.

"A única porta que ele encontrou foi fazer uma delação, envolver pessoas com privilégio de foro para que isso continue sob a alçada do STF. Ele jogou não só o Éder na fogueira, Silval jogou todos na fogueira", declarou Éder Moraes, que chegou a ser preso quatro vezes e desde o ano passado está usando tornozeleira eletrônica.

Na delação, Silval Barbosa disse que o valor da propina paga ao ex-secretário foi dividido entre ele e Blairo Maggi para que ele mudasse o depoimento, inocentando o atual ministro, que governou Mato Grosso por dois mandatos, de 2003 a 2010.

O acordo, no entanto, foi negado por Éder, que alega ter comentado uma única vez com Maggi sobre vaga no TCE, quando manifestou interesse em ser indicado pelo Executivo para uma vaga de conselheiro do TRibunal e que fora essa conversa nunca mais tratou do assunto com o então governador. "Jamais houve qualquer tratativa. Não houve nenhuma tratativa com ele, nem com o ex-governador Blairo Maggi, até porque o Blairo Maggi deixou o governo em 2010 e, após 20 de maio de 2014, quando ocorreu a primeira prisão no processo da Ararath, fui proibido de me comunicar com os investigados, inclusive com Maggi e desde então não tive qualquer contato com ele porque se não eu estaria numa quebra de cautelar", argumentou o ex-secretário.

Na Operação Ararath, mencionada pelo ex-secretário, a Polícia Federal investigou crimes de desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro por meio de factorings que operavam clandestinamente. A operação foi deflagrada em 2013 e prendeu políticos e empresários do estado.

Apesar ter ocupado cargos no primeiro escalão na gestão do ex-governador Silval Barbosa, Éder disse que não mantinha uma boa relação com ele. Alegou que a atuação dele à frente da Secretaria Estadual de Fazenda, da Casa Civil e da Secretaria da Copa de Mato Grosso não agradava o então governador.

"Quando Silval assumiu, ele pediu que eu deixasse a Sefaz porque estava tendo uma gestão austera no combate à sonegação e isso atrapalhava a reeleição dele, porque não teria o apoio empresarial e pelo mesmo motivo fui tirado da Casa Civil. Também fui tirado da Secopa sem nenhuma justificativa. Não compactuava com a forma como ele queria conduzir o governo dele", alegou.

Para o ex-secretário, Silval está usando ele para prejudicar o ministro. "Blairo Maggi é um homem sério e a população sabe disso, estão buscando prejudicar a imagem dele por meio de mim. É um caminho que ele está tentando achar para ferir a honra de Maggi. É uma injustiça o que está sendo feito com o ex-governador Blairo Maggi", defendeu.

O ex-secretário de Fazenda do estado, de fato, mudou a versão que contou ao Ministério Público. No primeiro depoimento, em 24 de março de 2014, ele havia dito que em 2009 falou com Silval e Blairo que queria comprar uma vaga no Tribunal de Contas do estado. “Muito embora não tivessem falado sobre os valores, nas palavras do próprio Eder Moraes, ‘todos naquele ambiente sabiam que as vagas seriam negociadas em valores consideráveis’", diz trecho do termo de declaração daquela data.

Já em janeiro de 2015 – depois dos pagamentos relatados na delação – Eder deu uma entrevista à TV Globo em Mato Grosso e disse que havia mentido no depoimento anterior.

"Eu estava extremamente tomado pela emoção, de não ter sido atendido num pedido de uma escolha para então ocupar uma vaga no Tribunal de Contas do estado de Mato Grosso, qualificado que eu era pra essa função e que, politicamente, praticamente me nomearam e depois me tiraram essa vaga. Então todo esse contexto fez com que eu ali colocasse algumas palavras que eu depois me retratei sobre todas elas”, disse na entrevista.

 

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Comentários (9)

  • Zé Borracheiro | Domingo, 13 de Agosto de 2017, 18h34
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    Fico imaginando quem são as pessoas que negativam os comentários a respeito desse senhor. Ou é parente ou fez proveito das "benesses". Só pode.

  • DJUCA | Domingo, 13 de Agosto de 2017, 18h31
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    kkkkk tomado pela emoção kkkkkkk, é um vagabundo mentiroso mesmo, seja homem pelo menos uma vez na vida e fale a verdade, massss a verdade é que a justiça não é cega ela é paga para não ver, e pelo andar da carruagem ainda rolará muita grana para ela continuar não vendo e abonando a mentira de muitos corruptos, mas pior cego é o eleitor que se vende barato para estes vagabundos, que troca seu voto por camiseta, por galão de gasolina e por míseros R$ 20,00, e depois quer reclamar, passou da hora de criar vergonha na cara e extirpar da vida pública todos esses ladrões e essas quadrilhas denominadas partidos políticos que sistematicamente há anos vem nos roubando, se quisermos um País melhor teremos que parar de ter bandidos de estimação e de compactuar com essas quadrilhas, em todas as esferas, não podemos mais fingir que nada acontece, NÃO REELEJA MAIS POLÍTICOS DE CARREIRA, criem vergonha na cara deixem de ajudar esses bandidos, se te oferecerem dinheiro, pegue dinheiro é bom, mas não vote nesses vagabundos, votem consciente e renove o quadro de políticos porque os que ai estão não tem compromisso com o País e nem com a sociedade, somente com seus interesses próprios. não passam de ladrões, de mentirosos, de bandidos aliados aos da toga para juntos limpar os cofres públicos e o povo óoooo, FOD......

  • rezende | Domingo, 13 de Agosto de 2017, 15h35
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    eu sou a favor de pena de morte no Brasil para políticos corruptos ladrão

  • Católico apostólico romano | Domingo, 13 de Agosto de 2017, 11h32
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    Eu creio muito em Deus que o Éder logo logo será preso, pois. Deus todo poderoso, peço encarecidamente que leve este homem novamente para a prisão, lugar de onde não deveria jamais ter saído. Amém!

  • Galileu | Domingo, 13 de Agosto de 2017, 10h48
    1
    1

    Quem é esse papagaio de pirata que aparece entre Eder e SilVal? Essa foto é velha mas hoje se perguntar a esse papagaio ele diz: Nunca vi eu só ouvi falar.

  • octavio | Domingo, 13 de Agosto de 2017, 09h03
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    Ta na hora de pena de morte no Brasil, igual na Indonésia em relação as drogas. Com isso quero ver tem vai ter coragem de vilipendiar o erário publico. So cadeia não ta resolvendo!

  • Siqueira | Sábado, 12 de Agosto de 2017, 23h24
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    Éder, quem diria, ontem vce era caixa de banco aqui em Cuiabá e hoje vce é dono de banco, pode nos dizer qual é a mágica.

  • Eleitor | Sábado, 12 de Agosto de 2017, 22h15
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    A imprensa voltou a dar espaço para este cidadão que estava calado!!! Vamos aguardar o resultado das operações da Policia Federal para saber quem é quem!!!! Vai faltar vaga no Carumbé lembre que é preciso espaço porque ainda tem muita gente sendo investigado pelo escândalos da SEDUC, Faesp. grampos ilegais e ETC

  • Juca | Sábado, 12 de Agosto de 2017, 21h23
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    É o sujo falando do mal lavado. Haja fígado para aguentar tanta hipocrisia e canalhice.

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